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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A Canalização de Paulo Stekel

Por Paulo Stekel


Como tudo começou

Paulo Stekel teve o seu primeiro contato com os instrutores espirituais que trabalham com a canalização aos 9 anos de idade. O contato ocorreu espontaneamente, sem que Stekel o tivesse desejado, já que nem sabia o que estava acontecendo. Seu mentor principal, Danea Tage, o contatou quando criança e perguntou se desejava que ele o orientasse nesta vida. Stekel aceitou de pronto e seu mentor prometeu que ele nunca o decepcionaria, mas também não interviria sem permissão em sua vida pessoal.

Dos 9 aos 20 anos seu mentor o ensinou, orientou os livros que deveria ler e o fez canalizar os primeiros textos com informações e ensinamentos espirituais elevados para o seu próprio uso. Neste tempo, Stekel ainda não sabia o nome de seu instrutor, pois isto não era o importante naquele momento. O nome do mentor – Danea Tage, que em linguagem cósmica significa “guardião da verdade” - só foi revelado em janeiro de 1991, quando o instrutor, ao final de um processo de canalização sobre suas vidas passadas que durou alguns dias, o fez usar um pêndulo para descobrir o nome que seu mentor desejada usar, pois se tratava de uma entidade não-física, pertencente aos planos da não-forma, onde os mentores possuem consciência, mas não uma forma física – na verdade, nunca tiveram aquilo que chamamos popularmente de uma “encarnação”. Contudo, estes mentores são seres vivos, não desencarnados, não mortos.


Fases de desenvolvimento

A primeira fase do desenvolvimento de Stekel com canalização durou dos 9 aos 20 anos. Neste período, ele conheceu também a mediunidade espírita, mas viu que o processo não era igual ao que ocorria quando canalizava seu mentor. O processo mediúnico era mais pesado, enquanto a canalização era bem mais leve e o deixava num estado plenamente consciente, aprendendo com o mentor quando ele se manifestava. Até esta época, Stekel só canalizava textos escritos para seu próprio aprendizado, para estudo posterior.

A partir de 1991, Stekel começou a receber solicitações de alguns amigos próximos para canalizar mensagens pessoais. Estas mensagens eram orientações para pessoas vivas. Contudo, algumas mensagens enviadas por falecidos também foram canalizadas em raros momentos.

Em 1996, seus estudos de canalização se intensificaram, tanto através das orientações vindas de seu próprio mentor, quanto aquelas vinda da pouca literatura existente até então no Brasil. Em 1998, Stekel criou um grupo que envolvia tanto mediunidade quanto canalização chamado “prática universalista”, e, então, seu processo de canalizar se ampliou, com outros mentores além de Danea Tage passando a se apresentar. Este grupo durou cerca de 3 anos e foi encerrado pouco antes de sua mudança do interior do Rio Grande do Sul para a capital Porto Alegre, em 2002.

A partir de 2002, Stekel começou em várias cidades a atender com leitura de canalização para clientes, ministrar o curso de canalização e realizar a atividade que ele chama de Encontro de Canalização. O número de mentores que assina as mensagens varia, não chegando a dez, pois Stekel prefere trabalhar com energias bem focadas no propósito de seu trabalho, que é orientar os vivos, treinar os que desejam canalizar e ensinar o que se chama de “Nova Espiritualidade”, uma espiritualidade além do dogma e do fanatismo do modelo antigo, onde o protagonismo do indivíduo passa a ser reconhecido. Mas, como Stekel reconhece, nenhum protagonismo é possível sem conhecimento e sem sabedoria. Ninguém pode ser mestre de si nem de ninguém sem ética, sem estudo, sem conhecimento e sem sabedoria, além de muito amor incondicional.


Leituras de Canalização

É um atendimento individual, no qual o canalizador se conecta a seus mentores para fazer uma “leitura” da vida do cliente. Após um passe de limpeza, seguido de uma energização, para melhorar a qualidade da energia vital, o mentor escreve de modo canalizado um texto sobre a situação enfrentada pelo cliente e, no final da mensagem, traz uma orientação sobre o que fazer para resolver, minimizar ou pelo menos enfrentar determinada dificuldade. Não se faz perguntas, pois os mentores conseguem captar o que a pessoa necessita. Também podem vir, além de texto, desenhos, mandalas e receituário. Quando este atendimento é feito pessoalmente, há o passe de limpeza e a energização. Quando é um atendimento à distância, não há o passe, mas o envio de uma energia de limpeza à distância.


Encontros de Canalização

É um evento coletivo, no qual Stekel, através de seus mentores, canaliza mensagens por escrito – as chamadas “psicografias” - para dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Também podem vir, além de texto, desenhos, mandalas e receituário. Cada mensagem leva cerca de 2 minutos para ser escrita e todas são canalizadas em sequência, sem intervalo. Em geral, Stekel fica de 2 a 4 horas canalizando sem parar. Durante este evento, os mentores canalizam um texto sobre a situação enfrentada pelo cliente e, no final da mensagem, trazem uma orientação sobre o que fazer para resolver, minimizar ou pelo menos enfrentar determinada dificuldade. Não se faz perguntas, pois os mentores conseguem captar o que a pessoa necessita. A pessoa deverá ler a mensagem com mente aberta, refletir sobre ela e implementar as sugestões dos mentores para uma melhora das condições de vida – física, mental, emocional e espiritualmente.


Cursos e Workshops

Até pouco tempo, o Curso de Canalização, com duração de um fim de semana, era a forma de Stekel instruir os interessados em aprender a canalizar. Por orientação dos próprios mentores, atualmente, o Treinamento em Canalização é feito por Stekel através de três workshops de instrução sequenciais, que são:

Workshop de Canalização 1 – Proteção Psíquica (PROP)

Ensina o que é Mente, Consciência, o que é Canalização, sua diferença com relação a Mediunidade, mantras e outros procedimentos de proteção psíquica, e os graus de consciência durante a canalização. Em especial, é ensinado o mantra cabalístico “Qadosh” como forma de proteção angélica durante o processo de canalização.

Workshop de Canalização 2 – Sintonização dos Mentores (SIM)

Ensina sobre os planos invisíveis e seus vários níveis, os tipos de entidades que podem se manifestar, de que modo podem se manifestar, os cuidados necessários, como avaliar as mensagens recebidas e, ao final, a sintonização do mentor principal de cada participante, bem como uma breve descrição do propósito dele, seu histórico, nome e conexão com a pessoa a quem ele rege.

Workshop de Canalização 3 – Terapia Energética por Canalização (TEC)

Ensina o procedimento de “canalização de campo”, o passe de limpeza, a energização e as bases da terapia espiritual chamada “técnica energética por canalização” (TEC), que se assemelha à cirurgia espiritual, mas sem nenhum tipo de instrumento de corte.

Após completar os três workshops

Quando o interessado tiver completado a instrução nos três workshops, já saberá o nome do seu mentor principal, terá as técnicas de proteção e poderá continuar o seu desenvolvimento sozinho. Na verdade, a pessoa pode continuar treinando em casa, para fornecer orientação como um canalizador independente – método principal dos espiritualistas dos EUA, Canadá e Europa, ou se inserir em grupos que trabalham com canalização ou que a incluem em suas várias atividades mediúnicas. Neste caso, a pessoa pode participar de um Grupo Fraterno de Canalização, de Apometria ou mesmo uma Casa Fraterna espiritualista que esteja aberta à técnica da canalização. Existem várias pelo Brasil, mas se não há na cidade em que a pessoa vive, ela mesma pode abrir este trabalho. Stekel sempre dá assessoria após os workshops a todos os interessados, sejam canalizadores independentes, os inseridos em grupos ou os que desejam abrir o seu próprio grupo.

IMPORTANTE: Canalização não é religião, não possui uma doutrina que pertença a uma determinada religião – cristianismo, espiritismo, etc. – e não possui gurus, papas ou figuras de autoridade que determinam o que se pode ou não canalizar. Canalização é um processo místico, que envolve estados ampliados de consciência, no qual o protagonismo é o do indivíduo junto a seus mentores. Cada um deve avaliar por si mesmo se o que determinado canalizador canaliza é válido, tem alguma utilidade, ou não. O livre-arbítrio de cada um deve ser usado neste sentido. Dito isto, fica claro que: canalização não é espiritismo, é espiritualismo; canalização não é kardecismo, é espiritualidade; canalização não é cristianismo, é uma espiritualidade universal, informada pelos próprios mentores, além de qualquer doutrina terrena limitada.


 




Se você deseja:

- Um atendimento individual presencial ou à distância com Paulo Stekel através da Leitura de Canalização;
- Uma mensagem canalizada pessoal presencial (durante um encontro de canalização) ou à distância;
- Treinar a canalização fazendo os três workshops de instrução com Paulo Stekel em sua própria cidade;
- Convidar Paulo Stekel (Florianópolis - SC) para ministrar os workshops de instrução ou encontros de canalização em sua cidade, tenha você ou não um espaço ou organização que possa encabeçar este convite e organizar tudo;


É só entrar em contato pelo e-mail pstekel@gmail.com

Ou pelas redes sociais:

Twitter: @_stekel
Instagram: /pstekel


terça-feira, 2 de julho de 2019

Canalização: esclarecendo sobre "incorporações"

Por Paulo Stekel (atualizado em 03/07/2019)


Não há incorporação

“Incorporação” é um termo muito mal-compreendido. Originalmente, no meio mediúnico, desde o Séc. XIX, era usado porque se entendia que algo espiritual “entrava” no corpo, ou seja INcorporava. Associado a isso, se tinha a ideia de que o médium, uma vez incorporado, era um mero instrumento passivo de um espírito ou entidade, e isso mereceu críticas severas, por exemplo, dos adeptos da Teosofia. Ainda hoje se vê autores falando do aspecto "cármico" da mediunidade, como se o indivíduo tivesse alguma obrigação espiritual de servir de instrumento passivo de entidades sofredoras. Este equívoco deve ser desmascarado o quanto antes, pois pessoas com problemas cognitivos e transtornos mentais têm sofrido muito com este tipo de filosofia maniqueísta.

A visão da Canalização é bastante diferente. Nela, não se imagina que algo “entre” no corpo. Apenas uma comunicação mental, por frequências, é o que ocorre, sem que algo precise entrar no corpo. Há uma sintonização, não incorporação. O processo de comunicação, como já esclarecemos em outros artigos, se dá por telepatia, inspiração, intuição e ressonância com a consciência que se contata. A questão é simples: no Séc. XIX, quando a Mecânica Quântica (popularmente, Física Quântica) ainda não existia como teoria, a única explicação possível para o processo de como um espírito tomava conta da consciência de um médium era a de que algo entrava no corpo e afastava seu perispírito para poder se manifestar. Mas, no final, isso é um resquício do materialismo e da lei que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Hoje, numa época de teoria quântica, campos morfogenéticos, ressonância e mente não-local, a própria noção antiga de "espírito" precisa ser revista e adaptada ao novo entendimento. Não há como se imaginar uma espiritualidade do Terceiro Milênio dissociada destas novas percepções.

Visão quântica

Na visão quântica as coisas mudam, pois a mente e a consciência são consideradas eventos não-locais. O corpo não precisa ser tomado para que uma comunicação ocorra. Tudo acontece na mente e nada é afastado. É como sintonizar uma estação de rádio. Contudo, essa explicação só passa a fazer sentido após os estudos sobre eletro-magnetismo e aspectos quânticos dos átomos. Não poderíamos exigir isso dos primeiros médiuns, no Séc. XIX. Mas, o conhecimento espiritual sempre tem se adaptado aos tempos, e agora podemos entender tudo de um modo mais claro.

No Brasil, a noção de “incorporação” está mais associada ao grau de profundidade do transe mediúnico. Se diz que há incorporação quando o médium recebe um espírito mais pesado, que o faz apresentar alterações corporais, ficar inconsciente, arrastar-se no chão, mudar totalmente a voz ou girar desenfreadamente. Quando nada disso ocorre ou ocorre apenas de um modo leve, se convencionou dizer que não há a incorporação, mas um transe leve, em que o médium se mantém basicamente consciente do processo. Estes aspectos têm apenas a ver com o grau de consciência do médium e com o nível evolutivo da entidade sintonizada.

Há casos em que uma entidade muito inferior abafa a consciência do médium/canal por sua baixa frequência. Há também casos em que uma entidade muito elevada abafa a consciência do médium/canal por sua alta frequência. Cada caso é um caso. Há um componente mental incrivelmente complexo envolvido. Mas, nada “entra” no corpo, no final das contas!

O imaginário da incorporação

Muito do imaginário de incorporação se dá pela forma como os romances espíritas foram escritos no Século XX. Este gênero literário tem mudado um pouco nos últimos anos, com a inserção de conceitos mais modernos. Mas, no século passado, a romantização das projeções mentais dos desencarnados em "hospitais no espaço" e umbrais fez com que as pessoas pensassem ser estes lugares algo real, quando nada mais são que projeções mentais das consciências que partiram. Afinal, tais consciências não estão mais na matéria e, por isso, não poderiam existir complexos como os que vemos no mundo físico. A própria literatura budista, com seus dois mil e quinhentos anos, e baseada na tradição hindu, fala de locais que podem ser considerados como os hospitais no espaço, locais de aprendizado e umbrais do espiritismo (leia-se sobre os conceitos budistas de terra pura, infernos e reinos superiores com forma e sem forma).

Se a incorporação é um equívoco, então, não há motivo para um canalizador sintonizar mentores se retorcendo pelo chão ou falando com voz metálica, como vemos com alguns canalizadores famosos do Brasil que dizem "receber" comandantes extraterrestres. Isso tudo soa muito ridículo, e alguns até os entrevistam como se fossem realmente representantes de uma civilização de fora do nosso planeta. Não que isso não seja possível, mas pensamos que não há qualquer razão para uma consciência extrafísica de outro plano, dimensão ou mundo falar de modo teatral, mesmo porque tal consciência utiliza todos os veículos do canal, podendo falar normalmente, se valendo do sistema neural do canalizador para se comunicar perfeitamente. Não há necessidade de pantomimas, levantar o braço e dizer "saudações terráqueos". Deixemos isso para as comédias hollywoodianas e para os programas de humor.

ATUALIZAÇÃO (em 03 de julho de 2019)

Assim que o artigo foi publicado, várias pessoas me interpelaram - por aqui e por redes sociais - sobre minha visão da incorporação espírita, dizendo que estava equivocada.

Para evitar mal-entendidos, quero esclarecer o que eu afirmei e o que não afirmei no artigo:

Primeiro, a opinião que expus no artigo é da perspectiva da Canalização, não do Espiritismo Kardecista. Desta forma, assim como os membros de uma religião diversa da espírita poderiam colocar seus pontos de vista sobre determinados fenômenos, eu, do ponto de vista da Canalização, que pratico desde os nove anos de idade, assim o faço, resguardado pela lei.

Segundo, em nenhum momento eu disse que o fenômeno mediúnico ou mesmo o fenômeno espírita não exista ou que não seja real. O que eu contestei, da perspectiva da Canalização, é o conceito de incorporação, que não é a mesma coisa que dizer que NADA é sintonizado pelos médiuns espíritas. Claro que acredito que algo é sintonizado e que não se trata de mistificação ou transtorno mental. Que isto fique bem claro. Mas, quanto a O QUE é sintonizado mediunicamente pelos espíritas, é uma questão de opinião também. Para os espíritas, o que seus médiuns sintonizam são "espíritos". Para praticantes do Cristianismo neo-pentecostal, são "demônios". Para a Canalização, são consciências com autorreferência, mas não necessariamente, espíritos dos mortos - podem ser também consciências de seres vivos em outros planos paralelos de existência e mesmo mentes localizadas em mundos físicos muito distantes da terra. No momento, a lei brasileira de liberdade religiosa e de liberdade de expressão permite tanto a liberdade de culto e de opiniões, quanto atitudes preconceituosas como a de alguns grupos neo-pentecostais de considerarem os deuses ou espíritos dos outros como "demônios". Infelizmente...